As
saudades eram imensas.
Não
se viam havia 2 meses, os quais pareciam ter sido uma eternidade, porque nunca
antes tinha passado tanto tempo sem se verem, sem se olharem, sem sentirem a
presença um do outro.
Em
vez dele a ir buscar ao aeroporto, encontraram-se na praia, onde tinham
começado a namorar.
Aproximaram-se
um do outro e os corações batiam tão forte, mas tão forte, que cada um ouvia as
batidas do outro.
Começou
assim a conversa sem palavras.
Quando
estavam a meio metro um do outro pararam porque, a emoção de se verem e
sentirem, o fim das saudades loucas que tinham um do outro, o estarem onde
estavam e as lembranças que se misturavam com aqueles sentimentos fortes,
precisavam de se olhar bem primeiro e porem os corações com uma batida algo
mais lenta…J
Depois….
Depois veio o toque… As mãos de cada um tocaram no outro… Na cara, no cabelo,
no pescoço, lembravam-se tão bem do toque um do outro…. Do cheiro do outro… Da
sensação única de estarem com o outro….
Depois…
Depois veio o abraço… Apertado, tão apertado, como se não houvesse amanhã… Como
que a matar as saudades sentidas pelo afastamento de 2 meses…
Depois…
Depois veio o beijo… E outro… E muitos mais…. Suaves, leves, intensos, imensos,
sem se descolarem durante muito tempo…
Depois…
Depois veio o olhar de novo…. Não havia palavras que descrevessem o que sentiam
e por isso olhavam-se… Os olhos sorriam de pura felicidade, diziam como era bom
ver-te, como era bom sentir-te aqui ao pé de mim de novo, como era bom ter-te
sentido de novo tão junto a mim…..
Depois…
Depois veio a pergunta no olhar, mas que ambos responderam com um sorriso que
não levantava qualquer dúvida: Vamos fazer amor? J
Se
eu fosse um dia o teu olhar - Pedro
Abrunhosa
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