Noutra vida
nós fomos um do outro, sem distâncias, sem dificuldades, apenas nos amávamos sem
limites, sem limitações, um para o outro, ambos em total sintonia, transbordando
de felicidade.
Quando falhávamos
um em relação ao outro, e porque nos conhecíamos tão bem, por dentro e por
fora, magoávamo-nos a nós próprios. Doía muito, lágrimas caíam, por dentro o
coração ficava apertadinho, a falta de ar era enorme.
Mas depois o
pedido de desculpas, o esclarecer de tudo, o abraço que se seguia, o toque
suave e lento das mãos pelos nossos corpos, como que a redescobrirem-se de
novo, tudo a começar de novo do princípio, como se antes nada tivesse havido,
mas com a experiência de nós sermos tão completos em conjunto, tornava aqueles
momentos em algo impossível de descrever, de contar a alguém… apenas podia ser
sentido por nós, porque as palavras deixavam de ter qualquer sentido… falar não
representava nada…
Todos os
nossos sentimentos transbordavam para fora de nós, através dos nossos 5
sentidos, através do bater dos nossos corações, num ritmo composto por nós e
apenas para nós… os nossos olhos diziam tudo, as nossas bocas e as nossas mãos faziam-nos
sentir tudo, os nossos odores eram afrodisíacos que acicatavam ainda mais os
nossos sentimentos e os nossos sons….os nossos sons, únicos, lindos, só por nós
ouvidos… os murmúrios, os gemidos, aqueles que só se emitem quando tudo esta em
perfeita harmonia….
E quando
tudo corria bem, sabíamos por palavras, actos, olhares e toques, que os nossos corações,
as nossas almas e os nossos corpos se pertenciam desde sempre e para sempre
assim seria, mesmo quando apenas as nossas almas se mantivessem juntas…mas
estariam sempre juntas e nós estaríamos para sempre unos.
Somewhere Over the Rainbow – The Wizard of Oz

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